Ali

Bafo. Língua. Fedendo o borrão de vômito no casaco dele. Mas ele sorri e canta dos Freuds afastado. Barriga pesada e sovaco encharcado de pulgas e carrapatos dos matos de seus sonhos. Rugas, curvas, engruvinhados de pele seca. Quase se rachando no sorriso e nas orelhas sujas, escuras e abafadas por aqueles que assim o querem. Olho só. Centro visual tapado por fora, palco de circo por dentro. Cadê joelhos? Pernas se foram nos cadeados jornalísticos do gelo.
– Mãeeeee…

O vento batendo no tórax é que esgota a música. As mulheres que cambaleiam nos seus braços já estão bêbadas de feridas. Constantemente de sono e águas sem efeito já.

Agora acorda de um susto com o rei e vê que as meninas que passam de mini-saia não raspam as pernas. A parede encostado é vermelha. Hoje não chove não porque já levaram embora suas muletas. Os ônibus e carros que passam rindo na rua preta não sabem que a comida dele está ali perto. No lixo que o zelador vem trazendo dos prédios.